15 de setembro de 2008

A odisséia para filmar um curta

Gravar um curta parecia a melhor coisa que faríamos na faculdade. Era, sem dúvida, a mais divertida até então. Estávamos tão felizes em fazê-lo que não conseguíamos pensar em outra coisa. Fizemos um projeto de roteiro, e decidimos torná-lo um musical. Nossa professora nos contou que isso nunca havia sido feito antes, nos sentimos orgulhosos com a iniciativa. "Precisa beirar a perfeição", ela disse, e nós não nos amedrontamos. Mesmo assim, entre roteiro e roteiro, percebemos que muito de nossa produção era impossível. Não podíamos regravar as músicas que queríamos utilizar, pois o preço é impagável para simples estagiários. Não podíamos criar efeitos e cenas espetaculares, ou seja, não podíamos sonhar com uma produção hollywoodiana.
Foi aí que resolvemos mudar o roteiro, usar as músicas originais e convidar pessoas para atuarem por nós. O roteiro levou uma semana de pesquisa, até que uma das participantes, Larissa, achou um conto da Ligya Fagundes Telles, chamado "Pomba Enamorada", o qual utilizamos de base para nosso roteiro. As músicas, dessa vez, foram escolhidas com precisão, mas vieram à nossa língua em uma rapidez incrível. Com a ajuda do Bruno e do Vitor, acabamos o roteiro em 24 horas, sem falar no plano a plano. Estava tudo pronto.
Ou não. Aí é que começou o grande problema. Precisávamos ver os locais que gostaríamos de gravar cada cena, queríamos contratar atores mas não fazíamos idéia de como conseguí-los. Os lugares, aos poucos fomos pensando. Lembramos e fizemos uma lista de quais gostaríamos e ligamos. Conseguimos boa parte dos nossos preferidos, ainda esperamos respostas de alguns outros. Nosso grande problema ainda é o elenco.
Isadora, nossa diretora de Produção, que possui mais contatos com o mundo da Arte de Curitiba, ficou encarregada de conseguir alguém. Eu fui atrás de amigas que faziam/fazem teatro para tentar uma ajuda. Ainda assim, é muito difícil. As pessoas são muito ocupadas, estão envolvidas em outros projetos ou simplesmente não estão interessadas. E o trabalho que pensamos que seria o mais divertido, não demorou para se tornar também, o mais trabalhoso.

por Caroline Daga

Um comentário:

Unknown disse...

mas até agora tá tudo indo bem, não?
as dificuldades de percurso serao as melhores lembranças...
em frente
bj
c