30 de setembro de 2008

Breu

Manhã de terça feira e a Brinks Produções resolveu fazer uma pré edição. Escolher as cenas, avaliar o trabalho e constatar o que precisava ser refeito. Com relação ao áudio tudo normal. Já com a luz.....


Na gravação tudo parecia claro o suficiente. Mas lidar com a iluminação é bem mais complicado do que parece. As cenas noturnas e as gravações internas com pouca luz natural, nos pegaram pelo pé. O cenário e os personagens não ficaram nítidos. Por vezes era difícil até identificar o que estava acontecendo. Muito escuro mesmo!!


Hoje foi um aprendizado. Erros que nós consideramos normais, afinal não estamos utilizando cinegrafistas experientes. Já identificamos o que é necessário fazer em cada um das falhas. Um dia só e essas tomadas serão refeitas. Mas tem muita coisa pronta já. Semana que vem começamos a editar. Ver como as músicas vão se encaixar nas imagens nos deixa ansiosos. Tomara que ao final tudo saia como a gente planejou. Aliás, vai sair.

Por João Alfredo.

28 de setembro de 2008

Como garantir um terreno no céu?

Tarde de domingo e nosso último dia de gravação. Começou dando tudo errado! Precisávamos de uns 30 figurantes, óbvio que no domingo à tarde conseguimos juntar uns 10. A Isadora, nossa produtora cheia de contatos, estava em pânico. Percebia-se a raiva (por aqueles que desmarcaram em cima da hora), o desespero e o choro em suas feições, coitadinha! Mas, já estávamos esperando por isso. Afinal, quem vai ajudar num domingo a tarde quando não se tem o que comer ou beber de graça? Só aqueles que realmente queriam garantir um terreno no céu...

Chegamos ao Empório São Francisco, tradicional bar “rock and roll” das noitadas curitibanas, às 14h30min e começamos o trabalho. Ajuste de cenário, figurinos, ângulos, diálogos e pronto, começamos a gravar. Descobrimos que o bar parece muito maior quando está cheio e, por incrível que pareça, com nossos 10 figurantes conseguimos dar conta do recado. Casal de figurantes namorados numa cena na balada é ótimo, eles se pegaram de verdade, sem frescura ou vergonha. O Rafael e a Renata (atores principais) serem amigos e terem trabalhados juntos algumas vezes também ajudou muito, as cenas fluiram bem melhor, deu pra sentir a química e o entrosamento entre eles. Enfim, fizemos todas as cenas que precisávamos lá, gravamos as entrevista com os dois atores principais para o making of e acabamos por volta das 17h.

Nas próximas semanas iremos assistir a todo o material gravado para ver se precisaremos refazer alguma coisa. Torcemos para que isso não aconteça, já que nossa atriz estará com a agenda lotada e não terá mais tempo. Torcida para que tudo tenha saído perfeito.

Claro que os vários questionamentos continuam: “deveríamos ter chamado um cinegrafista da PUC”, “deveríamos gravar mais planos em tal cena”, “deveríamos ter pensado que não estamos em Hollywood desde o começo”, “deveríamos ter pensado melhor em tudo!”. Mas, de maneira geral, acreditamos que o resultado será positivo! Uhuuu...

A sensação de tarefa cumprida paira no ar, mas sabemos que concluímos, no máximo, metade do trabalho. Captação de sons, edição das musicas e de imagens são partes importantíssimas do nosso curta.

É isso aí, as gravações deram trabalho, foram difíceis, a inexperiência atrapalhou em muitos momentos, mas conseguimos. Vários são os agradecimentos que acumulamos ao longo dessas últimas semanas, mas alguns em especial. Em primeiro lugar, Renata, nossa super atriz, que esteve de bom humor em todos os momentos e incorporou de maneira única nossa “Pomba Enamorada”. O segundo vai para o Rafael “paulista”, um grande ator, que mesmo afirmando não ter muita experiência com cinema, demonstrou que tem um grande futuro pela frente. E por último, mas não menos importante, os figurantes de hoje, que foram lá sem medo e marcaram presença! Muito obrigado a todos.

Por Bruno Zanona

Manhã do quarto dia de gravação

Um domingo típico de Curitiba. Tempo nublado, vento frio e alguns finos pingos de chuva. Dia propício para dormir, dormir e dormir. Mas para nós era um dia dos mais importantes. Dia de muito trabalho. Nove horas da manhã e já estávamos na casa da Carol para gravar nada menos do que seis cenas previstas no roteiro, sem falar nas fotos e nas imagens para o making of. Mas a gente já está se acostumando com essa história de gravação. Uma conversa rápida para definir os últimos detalhes, arrumar o cenário e pronto. Ação.

Hoje foi dia de estréia. Sim, a Isadora, nossa produtora nota dez, atacou de atriz. Uma rápida entrada numa das cenas do quarto e uma tomada externa em plano - seqüência. Ela estava apressadinha no primeiro take, mas logo deu conta do recado . A Renata – nossa atriz principal, atuou com dor de dente e tudo!! Faz parte da profissão né? Ela nos ajudou com sua experiência, dando alguns palpites para aprimorar a produção Gravamos também alguns áudios para interpretação das músicas. Dá pra sentir que o curta está tomando forma.

Daqui a pouco a gravação continua. Nós e vários amigos que vão nos ajudar atuando como figurantes, estaremos no Empório. Opa! Já está quase na hora.

por João Alfredo

25 de setembro de 2008

Terceiro dia

Terceiro dia de gravação e mais um integrante se uniu a Brinks Produções. Foi ator Rafael Paulista - o Antenor - que faz par romântico, na verdade, um par nada romântico com a personagem principal do nosso curta.
As gravações aconteceram ontem à noite e se, segundo o Vitor, sexta passada a temperatura era de -7 graus, o frio de ontem era digno de vermos pingüins atravessando a rua. Apesar de quase todos termos congelado na frente do restaurante Amazon, a temperatura baixa nos foi uma aliada. A freguesia do restaurante sumiu (para a tristeza dos donos) e pudemos gravar tudo tranqüilamente.
Pela primeira vez gravamos com os dois atores principais na mesma cena. Como eles já se conheciam, o entrosamento não foi problema e as cenas fluíram da melhor maneira possível.
Como todos os outros dias, é claro que imprevistos aconteceram. Podemos acrescentar na listinha dos “o problema é que ...", coisas do tipo “o problema é que a porta é de vidro e fica refletindo”, “o problema é que a iluminação do lugar não está boa”, entre outros. O importante é que depois de alguns sustos e bota susto nisso (subir com o carro na calçada é só um dos exemplos), aparentemente deu tudo certo!
Cada dia de gravação é um grande aprendizado, porém ainda temos muita coisa para aprender. Ainda sofremos do mal da sagacidade das escadas²: é desligar a câmera e os atores irem embora, que centenas de idéias aparecem na cabeça de cada um e sempre rola o famoso “a gente deveria ter feito assim”. Bom, algo normal para esses pseudos cineastas.
Domingo vamos sacrificar o futebol e o Domingão do Faustão e gravar mais cenas e esperamos, desacreditados, que este seja o último dia de gravação. Mas, águas vão rolar... Na segunda, algum integrante da Brinks aparece por aqui e conta tudo o que rolou. Gravar dá muito trabalho e cansa, por isso é praticamente impossível chegar em casa e escrever um post. Ah! E logo colocamos fotos do terceiro dia de gravação.


² do francês: esprit de l'escalier. representa aquele momento em que você encontra a resposta, mas é tarde demais.

digamos que você está numa festa e alguém o insulta. você precisa dizer algo. então sob pressão, com todos olhando, você diz algo estúpido. mas no momento em que sai da festa enquanto você desce as escadas, então - mágica. você pensa na coisa mais perfeita que poderia ter dito. a réplica mais avassaladora.
(chuck Palahniuk, em guts)

Esse é o espírito da escada.


Por Thaís Skodowski

22 de setembro de 2008

Segundo dia de gravação

Domingo passado foi o segundo dia de gravação. Outro item para ir pro caderninho de coisas que é preciso saber para se fazer um curta: aquele cronograma inicial de gravações nem sempre deve ser seguido. Na sexta-feira tínhamos pensado que não iríamos perder tanto tempo. Pelo contrário, perdemos muito tempo gravando na Igreja e um tempo considerável na Rodoferroviária. No domingo filmamos na padaria Trigo’s e na casa da avó da Isadora. Foi tão rapidinho que daria tranqüilo pra encaixar mais algumas cenas no dia. Mas tudo bem, coisas a se pensar quando formos fazer o próximo...
Na padaria não encontramos nenhum problema. Meu namorado serviu de figurante para a fila do pão e tivemos que conversar com as atendentes para que pelo menos uma delas aparecesse no curta. Apesar de muito tímidas, foram também solícitas e nos ajudaram pra caramba. Quando gravamos na rua, buzinas e “filma eu!” foram freqüentes. Ou seja, nada fora do normal. Ao menos tinha um menor fluxo de pessoas, o que facilitou na realização das tomadas.
Na cena da cartomante, contamos com a participação especial da avó da Isadora. Uma atriz profissional, praticamente. Chegamos lá e ela já tinha as falas decoradas e montou o próprio figurino. O cenário foi montado com a ajuda dos agregados. No final das contas, saiu tudo como esperado. Prega um pano pra tampar a janela dali, espanta a abelha que tá fazendo barulho no vidro, acende vela, acende incenso, prende o microfone de lapela ali... E fechamos com as cenas do dia. O resultado ficou do jeito que queríamos e a casa da avó da Isa ficou cheirando à lojas esotéricas.
Depois de dois dias de gravação, acho que estamos nos saindo bem. Estamos curiosíssimos e ao mesmo tempo apreensivos, pra acabarmos com essa parte e chegarmos finalmente na edição. Quarta-feira à noite a saga continua. Boa sorte pra gente!


Fotos de domingo:

momento de descontração na padaria, enquanto o diretor "trabalha"...







repassando a cena da cartomante...






















diretor e assistente de direção/continuista, organizandos os últimos detalhes



Por Larissa Gulin

21 de setembro de 2008

Fotos do primeiro dia

O começo das filmagens na Igreja Santa Terezinha. Lembrar como usar o tripé...








... como operar a câmera...












... como bater o branco com naturalidade...





















... como demonstrar otimismo mesmo quando o trabalhou nem começou...








... e como adaptar o cenário.











Já na Rodoferroviária Nossa atriz Renata mostra que o frio é sim psicológico e suporta bravamente a temperatura de -7°C...













... a empenhada equipe acompanha a cena...













... tensão para uma tomada que exige muito cuidado...












... bolhas no pé da atriz, mas ela ganha muito bem pra isso...













... e a última chance para a tomada que não dava certo. O final do dia em que a Rodoferroviária parou.















Fotos de Larissa Gulin

por Vitor Geron

19 de setembro de 2008

Agora é pra valer

Começamos hoje a gravar o curta. Aliás, já temos um nome definitivo: "O Problema É Que Eu Te Amo". Mas poderia chamar O problema é a luz, O problema é esse cara idiota que passou na frente da câmera, ou ainda, O problema é que aquela velhinha ajoelhou ali pra rezar e não vai sair nunca mais. Sim, é difícil filmar em lugares públicos. Hoje filmamos parte de uma cena e a cena final. Falta muito ainda, mas é legal saber que "tá saindo".

O primeiro dia de gravação serviu pra aprendermos algumas coisas e continuarmos sem entender outras. Aprendemos que andar de skate dentro da igreja é bem divertido. Aprendemos que frio, Curitiba e rodoferroviária são sinônimos. Aprendemos que só existe ônibus lotado quando você está nele, geralmente eles carregam no máximo umas 5 pessoas. E aprendemos que ir da PUC pra BR pelo mesmo caminho 2 vezes seguidas é impossível. Porém, algumas coisas continuamos sem entender... Por que todo mundo começa as gravações do filme pelo final? Como nós conseguimos andar em 12 no Celta há 2 anos? Sério, mais que 6 é impossível. Por que as pistas da direita sempre andam mais que as da esquerda? Brincadeiras a parte, estamos todos bem cansados, mas prontos(?) para os próximos capítulos. Domingo tem mais.

Obs: Essa não é uma produção da Revista RPC.

Foto: Fernando, Renata, Larissa, Bruno e Isadora no estacionamento da Rodoferroviária.

Vídeo: Vitor realiza seu sonho do dia e anda de skate na igreja



por Vitor Geron