Um domingo típico de Curitiba. Tempo nublado, vento frio e alguns finos pingos de chuva. Dia propício para dormir, dormir e dormir. Mas para nós era um dia dos mais importantes. Dia de muito trabalho. Nove horas da manhã e já estávamos na casa da Carol para gravar nada menos do que seis cenas previstas no roteiro, sem falar nas fotos e nas imagens para o making of. Mas a gente já está se acostumando com essa história de gravação. Uma conversa rápida para definir os últimos detalhes, arrumar o cenário e pronto. Ação.
Hoje foi dia de estréia. Sim, a Isadora, nossa produtora nota dez, atacou de atriz. Uma rápida entrada numa das cenas do quarto e uma tomada externa em plano - seqüência. Ela estava apressadinha no primeiro take, mas logo deu conta do recado . A Renata – nossa atriz principal, atuou com dor de dente e tudo!! Faz parte da profissão né? Ela nos ajudou com sua experiência, dando alguns palpites para aprimorar a produção Gravamos também alguns áudios para interpretação das músicas. Dá pra sentir que o curta está tomando forma.
Daqui a pouco a gravação continua. Nós e vários amigos que vão nos ajudar atuando como figurantes, estaremos no Empório. Opa! Já está quase na hora.
por João Alfredo
28 de setembro de 2008
25 de setembro de 2008
Terceiro dia
Terceiro dia de gravação e mais um integrante se uniu a Brinks Produções. Foi ator Rafael Paulista - o Antenor - que faz par romântico, na verdade, um par nada romântico com a personagem principal do nosso curta.
As gravações aconteceram ontem à noite e se, segundo o Vitor, sexta passada a temperatura era de -7 graus, o frio de ontem era digno de vermos pingüins atravessando a rua. Apesar de quase todos termos congelado na frente do restaurante Amazon, a temperatura baixa nos foi uma aliada. A freguesia do restaurante sumiu (para a tristeza dos donos) e pudemos gravar tudo tranqüilamente.
Pela primeira vez gravamos com os dois atores principais na mesma cena. Como eles já se conheciam, o entrosamento não foi problema e as cenas fluíram da melhor maneira possível.
Como todos os outros dias, é claro que imprevistos aconteceram. Podemos acrescentar na listinha dos “o problema é que ...", coisas do tipo “o problema é que a porta é de vidro e fica refletindo”, “o problema é que a iluminação do lugar não está boa”, entre outros. O importante é que depois de alguns sustos e bota susto nisso (subir com o carro na calçada é só um dos exemplos), aparentemente deu tudo certo!
Cada dia de gravação é um grande aprendizado, porém ainda temos muita coisa para aprender. Ainda sofremos do mal da sagacidade das escadas²: é desligar a câmera e os atores irem embora, que centenas de idéias aparecem na cabeça de cada um e sempre rola o famoso “a gente deveria ter feito assim”. Bom, algo normal para esses pseudos cineastas.
Domingo vamos sacrificar o futebol e o Domingão do Faustão e gravar mais cenas e esperamos, desacreditados, que este seja o último dia de gravação. Mas, águas vão rolar... Na segunda, algum integrante da Brinks aparece por aqui e conta tudo o que rolou. Gravar dá muito trabalho e cansa, por isso é praticamente impossível chegar em casa e escrever um post. Ah! E logo colocamos fotos do terceiro dia de gravação.
² do francês: esprit de l'escalier. representa aquele momento em que você encontra a resposta, mas é tarde demais.
digamos que você está numa festa e alguém o insulta. você precisa dizer algo. então sob pressão, com todos olhando, você diz algo estúpido. mas no momento em que sai da festa enquanto você desce as escadas, então - mágica. você pensa na coisa mais perfeita que poderia ter dito. a réplica mais avassaladora.
(chuck Palahniuk, em guts)
Esse é o espírito da escada.
Por Thaís Skodowski
As gravações aconteceram ontem à noite e se, segundo o Vitor, sexta passada a temperatura era de -7 graus, o frio de ontem era digno de vermos pingüins atravessando a rua. Apesar de quase todos termos congelado na frente do restaurante Amazon, a temperatura baixa nos foi uma aliada. A freguesia do restaurante sumiu (para a tristeza dos donos) e pudemos gravar tudo tranqüilamente.
Pela primeira vez gravamos com os dois atores principais na mesma cena. Como eles já se conheciam, o entrosamento não foi problema e as cenas fluíram da melhor maneira possível.
Como todos os outros dias, é claro que imprevistos aconteceram. Podemos acrescentar na listinha dos “o problema é que ...", coisas do tipo “o problema é que a porta é de vidro e fica refletindo”, “o problema é que a iluminação do lugar não está boa”, entre outros. O importante é que depois de alguns sustos e bota susto nisso (subir com o carro na calçada é só um dos exemplos), aparentemente deu tudo certo!
Cada dia de gravação é um grande aprendizado, porém ainda temos muita coisa para aprender. Ainda sofremos do mal da sagacidade das escadas²: é desligar a câmera e os atores irem embora, que centenas de idéias aparecem na cabeça de cada um e sempre rola o famoso “a gente deveria ter feito assim”. Bom, algo normal para esses pseudos cineastas.
Domingo vamos sacrificar o futebol e o Domingão do Faustão e gravar mais cenas e esperamos, desacreditados, que este seja o último dia de gravação. Mas, águas vão rolar... Na segunda, algum integrante da Brinks aparece por aqui e conta tudo o que rolou. Gravar dá muito trabalho e cansa, por isso é praticamente impossível chegar em casa e escrever um post. Ah! E logo colocamos fotos do terceiro dia de gravação.
² do francês: esprit de l'escalier. representa aquele momento em que você encontra a resposta, mas é tarde demais.
digamos que você está numa festa e alguém o insulta. você precisa dizer algo. então sob pressão, com todos olhando, você diz algo estúpido. mas no momento em que sai da festa enquanto você desce as escadas, então - mágica. você pensa na coisa mais perfeita que poderia ter dito. a réplica mais avassaladora.
(chuck Palahniuk, em guts)
Esse é o espírito da escada.
Por Thaís Skodowski
22 de setembro de 2008
Segundo dia de gravação
Domingo passado foi o segundo dia de gravação. Outro item para ir pro caderninho de coisas que é preciso saber para se fazer um curta: aquele cronograma inicial de gravações nem sempre deve ser seguido. Na sexta-feira tínhamos pensado que não iríamos perder tanto tempo. Pelo contrário, perdemos muito tempo gravando na Igreja e um tempo considerável na Rodoferroviária. No domingo filmamos na padaria Trigo’s e na casa da avó da Isadora. Foi tão rapidinho que daria tranqüilo pra encaixar mais algumas cenas no dia. Mas tudo bem, coisas a se pensar quando formos fazer o próximo...
Na padaria não encontramos nenhum problema. Meu namorado serviu de figurante para a fila do pão e tivemos que conversar com as atendentes para que pelo menos uma delas aparecesse no curta. Apesar de muito tímidas, foram também solícitas e nos ajudaram pra caramba. Quando gravamos na rua, buzinas e “filma eu!” foram freqüentes. Ou seja, nada fora do normal. Ao menos tinha um menor fluxo de pessoas, o que facilitou na realização das tomadas.
Na cena da cartomante, contamos com a participação especial da avó da Isadora. Uma atriz profissional, praticamente. Chegamos lá e ela já tinha as falas decoradas e montou o próprio figurino. O cenário foi montado com a ajuda dos agregados. No final das contas, saiu tudo como esperado. Prega um pano pra tampar a janela dali, espanta a abelha que tá fazendo barulho no vidro, acende vela, acende incenso, prende o microfone de lapela ali... E fechamos com as cenas do dia. O resultado ficou do jeito que queríamos e a casa da avó da Isa ficou cheirando à lojas esotéricas.
Depois de dois dias de gravação, acho que estamos nos saindo bem. Estamos curiosíssimos e ao mesmo tempo apreensivos, pra acabarmos com essa parte e chegarmos finalmente na edição. Quarta-feira à noite a saga continua. Boa sorte pra gente!
Fotos de domingo:

momento de descontração na padaria, enquanto o diretor "trabalha"...

repassando a cena da cartomante...

diretor e assistente de direção/continuista, organizandos os últimos detalhes
Por Larissa Gulin
Na padaria não encontramos nenhum problema. Meu namorado serviu de figurante para a fila do pão e tivemos que conversar com as atendentes para que pelo menos uma delas aparecesse no curta. Apesar de muito tímidas, foram também solícitas e nos ajudaram pra caramba. Quando gravamos na rua, buzinas e “filma eu!” foram freqüentes. Ou seja, nada fora do normal. Ao menos tinha um menor fluxo de pessoas, o que facilitou na realização das tomadas.
Na cena da cartomante, contamos com a participação especial da avó da Isadora. Uma atriz profissional, praticamente. Chegamos lá e ela já tinha as falas decoradas e montou o próprio figurino. O cenário foi montado com a ajuda dos agregados. No final das contas, saiu tudo como esperado. Prega um pano pra tampar a janela dali, espanta a abelha que tá fazendo barulho no vidro, acende vela, acende incenso, prende o microfone de lapela ali... E fechamos com as cenas do dia. O resultado ficou do jeito que queríamos e a casa da avó da Isa ficou cheirando à lojas esotéricas.
Depois de dois dias de gravação, acho que estamos nos saindo bem. Estamos curiosíssimos e ao mesmo tempo apreensivos, pra acabarmos com essa parte e chegarmos finalmente na edição. Quarta-feira à noite a saga continua. Boa sorte pra gente!
Fotos de domingo:
momento de descontração na padaria, enquanto o diretor "trabalha"...
repassando a cena da cartomante...
diretor e assistente de direção/continuista, organizandos os últimos detalhes
Por Larissa Gulin
21 de setembro de 2008
Fotos do primeiro dia
O começo das filmagens na Igreja Santa Terezinha. Lembrar como usar o tripé...
... como operar a câmera...
... como bater o branco com naturalidade...
... como demonstrar otimismo mesmo quando o trabalhou nem começou...
... e como adaptar o cenário.
Já na Rodoferroviária Nossa atriz Renata mostra que o frio é sim psicológico e suporta bravamente a temperatura de -7°C...
... a empenhada equipe acompanha a cena...
... tensão para uma tomada que exige muito cuidado...
... bolhas no pé da atriz, mas ela ganha muito bem pra isso...
... e a última chance para a tomada que não dava certo. O final do dia em que a Rodoferroviária parou.Fotos de Larissa Gulin
por Vitor Geron
19 de setembro de 2008
Agora é pra valer
O primeiro dia de gravação serviu pra aprendermos algumas coisas e continuarmos sem entender outras. Aprendemos que andar de skate dentro da igreja é bem divertido. Aprendemos que frio, Curitiba e rodoferroviária são sinônimos. Aprendemos que só existe ônibus lotado quando você está nele, geralmente eles carregam no máximo umas 5 pessoas. E aprendemos que ir da PUC pra BR pelo mesmo caminho 2 vezes seguidas é impossível. Porém, algumas coisas continuamos sem entender... Por que todo mundo começa as gravações do filme pelo final? Como nós conseguimos andar em 12 no Celta há 2 anos? Sério, mais que 6 é impossível. Por que as pistas da direita sempre andam mais que as da esquerda? Brincadeiras a parte, estamos todos bem cansados, mas prontos(?) para os próximos capítulos. Domingo tem mais.
Obs: Essa não é uma produção da Revista RPC.
Foto: Fernando, Renata, Larissa, Bruno e Isadora no estacionamento da Rodoferroviária.
Vídeo: Vitor realiza seu sonho do dia e anda de skate na igreja
por Vitor Geron
15 de setembro de 2008
A odisséia para filmar um curta
Gravar um curta parecia a melhor coisa que faríamos na faculdade. Era, sem dúvida, a mais divertida até então. Estávamos tão felizes em fazê-lo que não conseguíamos pensar em outra coisa. Fizemos um projeto de roteiro, e decidimos torná-lo um musical. Nossa professora nos contou que isso nunca havia sido feito antes, nos sentimos orgulhosos com a iniciativa. "Precisa beirar a perfeição", ela disse, e nós não nos amedrontamos. Mesmo assim, entre roteiro e roteiro, percebemos que muito de nossa produção era impossível. Não podíamos regravar as músicas que queríamos utilizar, pois o preço é impagável para simples estagiários. Não podíamos criar efeitos e cenas espetaculares, ou seja, não podíamos sonhar com uma produção hollywoodiana.
Foi aí que resolvemos mudar o roteiro, usar as músicas originais e convidar pessoas para atuarem por nós. O roteiro levou uma semana de pesquisa, até que uma das participantes, Larissa, achou um conto da Ligya Fagundes Telles, chamado "Pomba Enamorada", o qual utilizamos de base para nosso roteiro. As músicas, dessa vez, foram escolhidas com precisão, mas vieram à nossa língua em uma rapidez incrível. Com a ajuda do Bruno e do Vitor, acabamos o roteiro em 24 horas, sem falar no plano a plano. Estava tudo pronto.
Ou não. Aí é que começou o grande problema. Precisávamos ver os locais que gostaríamos de gravar cada cena, queríamos contratar atores mas não fazíamos idéia de como conseguí-los. Os lugares, aos poucos fomos pensando. Lembramos e fizemos uma lista de quais gostaríamos e ligamos. Conseguimos boa parte dos nossos preferidos, ainda esperamos respostas de alguns outros. Nosso grande problema ainda é o elenco.
Isadora, nossa diretora de Produção, que possui mais contatos com o mundo da Arte de Curitiba, ficou encarregada de conseguir alguém. Eu fui atrás de amigas que faziam/fazem teatro para tentar uma ajuda. Ainda assim, é muito difícil. As pessoas são muito ocupadas, estão envolvidas em outros projetos ou simplesmente não estão interessadas. E o trabalho que pensamos que seria o mais divertido, não demorou para se tornar também, o mais trabalhoso.
por Caroline Daga
Foi aí que resolvemos mudar o roteiro, usar as músicas originais e convidar pessoas para atuarem por nós. O roteiro levou uma semana de pesquisa, até que uma das participantes, Larissa, achou um conto da Ligya Fagundes Telles, chamado "Pomba Enamorada", o qual utilizamos de base para nosso roteiro. As músicas, dessa vez, foram escolhidas com precisão, mas vieram à nossa língua em uma rapidez incrível. Com a ajuda do Bruno e do Vitor, acabamos o roteiro em 24 horas, sem falar no plano a plano. Estava tudo pronto.
Ou não. Aí é que começou o grande problema. Precisávamos ver os locais que gostaríamos de gravar cada cena, queríamos contratar atores mas não fazíamos idéia de como conseguí-los. Os lugares, aos poucos fomos pensando. Lembramos e fizemos uma lista de quais gostaríamos e ligamos. Conseguimos boa parte dos nossos preferidos, ainda esperamos respostas de alguns outros. Nosso grande problema ainda é o elenco.
Isadora, nossa diretora de Produção, que possui mais contatos com o mundo da Arte de Curitiba, ficou encarregada de conseguir alguém. Eu fui atrás de amigas que faziam/fazem teatro para tentar uma ajuda. Ainda assim, é muito difícil. As pessoas são muito ocupadas, estão envolvidas em outros projetos ou simplesmente não estão interessadas. E o trabalho que pensamos que seria o mais divertido, não demorou para se tornar também, o mais trabalhoso.
por Caroline Daga
12 de setembro de 2008
A inspiração
Pomba Enamorada é um dos 14 contos que integram o livro Seminário dos Ratos publicado em 1977 de autoria da brasileira Lygia Fagundes Telles.
Obs: Para melhor visualização do conto clique no penúltimo ícone que aparece na barra superior e aumente o zoom
Obs: Para melhor visualização do conto clique no penúltimo ícone que aparece na barra superior e aumente o zoom
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